O consumidor pode pedir o estorno do PIX em caso de fraude?

 

Em quase nove meses de existência o PIX já virou um sucesso entre consumidores. Em junho, segundo dados do Banco Central, mostravam que mais de 274 milhões de chaves de acesso foram feitas em todo o País. No entanto, essa mesma popularidade já foi notada por outro público: os fraudadores do PIX.

No mês passado, o Procon-SP notificou 11 bancos após falha na segurança dos aplicativos das companhias. Em linhas gerais, o golpe funcionaria da seguinte maneira: os criminosos miram as pessoas que usam o celular ao ar livre. Eles furtam o aparelho ainda destravado dos distraídos e rapidamente enviam pedidos de transferência de PIX para a lista de amigos do verdadeiro dono do celular.

No entanto, essa foi apenas uma das formas de fraude relacionadas ao PIX. Existem muitos outros. Em meio a crescente onda de crimes contra o consumidor e contra a ordem financeira, fica uma pergunta: afinal, o consumidor tem o direito de pedir o estorno do dinheiro em caso de fraude?

Estorno do PIX vem aí

A resposta é sim, porém isso vai começar a funcionar de fato apenas em novembro.

De acordo com Banco Central, a partir do dia 16 de novembro de 2021 qualquer vítima de fraude no PIX poderá solicitar a devolução do dinheiro, desde que fique comprovado a fraude.

“No âmbito do Pix, a partir de 16/11/21, entrará em vigor o Mecanismo Especial de Devolução, que padroniza as regras e os procedimentos para viabilizar a devolução de valores nos casos de fraude pela instituição detentora da conta do usuário recebedor, por iniciativa própria ou por solicitação da instituição de relacionamento do usuário pagador. Com esse mecanismo o BC define como e os prazos para que as instituições possam bloquear os recursos, avaliar o caso suspeito de fraude e realizar a efetiva devolução, dando mais eficiência e celeridade ao processo, o que aumenta a possibilidade do usuário reaver os fundos”, afirma o órgão em nota.

Ainda na nota, o Bacen explica que os bancos já adotam alguns procedimentos baseados em outras fraudes bancárias, mas não especificamente sobre o PIX. “Enquanto o mecanismo especial de devolução não entra em vigor, as instituições envolvidas utilizam-se de procedimentos operacionais bilaterais para tratar os casos”, informa a nota.

No entanto, segundo Omar Jarouche, diretor de marketing e soluções da ClearSale, empresa especializada em soluções antifraude, não existe na prática um mecanismo de devolução nos mesmos moldes do cartão de crédito. “Esse mecanismo de estorno igual ao do cartão de crédito ainda não existe no PIX. Hoje, em caso de fraude, o prejuízo é do consumido”, explica.

Fonte: Consumidor Moderno

 

Brasileiro deve adotar hábitos caseiros mesmo depois da pandemia de COVID

 

As mudanças na rotina dos brasileiros provocadas pela pandemia da covid-19 devem se manter mesmo após o fim da crise sanitária. Por mais que a vacinação traga segurança à população, trabalhar de casa, estudar a distância e fazer compras de produtos e serviços pela internet serão alguns hábitos que dificilmente deixarão de ser adotados.

Essa constatação está em um estudo realizado pela empresa de consultoria EY-Parthenon, que entrevistou pouco mais de mil consumidores brasileiros entre 18 e mais de 65 anos, de todas as classes sociais, em fevereiro deste ano, para entender como o isolamento social imposto pela pandemia obrigou as pessoas a desenvolver um novo comportamento mais voltado para o lar, suas famílias e o próprio bem-estar.

Os brasileiros entrevistados esperam que as modificações impostas pela pandemia, sobretudo à maneira de trabalhar, se tornem permanentes. Metade dos entrevistados querem um trabalho mais flexível, enquanto 44% querem trabalhar de casa com maior frequência. Para os próximos três a cinco anos, 36% dos trabalhadores brasileiros acreditam que usarão videoconferências em vez de reuniões presenciais. Com relação a treinamentos e aulas, 30% dizem que farão mais pela internet.

Profissional de comunicação em Palmas (TO), Stefani Cavalcante, 22 anos, trabalha de forma remota atualmente e afirma que seu desempenho no esquema home office caiu em comparação com o trabalho presencial. Diante disso, ela espera que, quando acabar a pandemia, a sua empresa adote uma forma de trabalho mista, revezando entre tarefas a distância e presenciais.

“Sinto necessidade de ter um trabalho presencial, mas acho que conseguimos mesclar, com as reuniões presenciais sendo substituídas por encontros virtuais. Acredito que dá para equilibrar as duas formas e evitar o baixo desempenho dos funcionários”, opinou.

Comida

Cerca de 69% dos entrevistados responderam, ainda, que estão indo menos vezes a lojas e supermercados. Consequentemente, a forma como essas pessoas buscam alimentação mudou: 77% relataram que ou deixaram de cozinhar ou passaram a comprar comida por aplicativos de celular. A estudante Luana Lima, 19, moradora de Sobradinho, no DF, afirma que seu consumo em aplicativos de entrega de comida aumentou com a pandemia.

“Antes, eu costumava comer mais na universidade. Ou, então, levava algum lanche pronto de casa. Hoje, como fico o tempo todo em casa, muitas vezes, por praticidade, acabo pedindo pelo celular. Quando a pandemia acabar, espero poder voltar à minha rotina de antes para economizar e comer melhor”, disse.

 A mudança acabou beneficiando alguns restaurantes. Foi o caso do estabelecimento gerido por Mauro Souza, 40, em Águas Claras, no DF, que atende exclusivamente por delivery. “O movimento no auge da pandemia estava 30% maior do que hoje, mas a demanda não está caindo, está estabilizada. Mesmo com o fim da pandemia, acredito que as pessoas que já pedem comida vão continuar pedindo, devido à comodidade que tem o delivery”, observou.

Futuro

Segundo o economista-chefe da Valor Investimentos, Paulo Duarte, a pandemia acelerou uma alteração no comportamento dos consumidores que já estava em curso com a digitalização. “Quem nunca tinha comprado on-line foi forçado a usar esses meios para conseguir manter o mínimo padrão de consumo, até por uma exigência do momento em que vivemos”, analisou.

O maior desafio, de acordo com ele, está no trabalho, pois empresas e funcionários terão de decidir o que é melhor para ambas as partes. “As pessoas sentiram que o home office traz maior qualidade de vida e não interfere na sua produtividade. As empresas que estão exigindo a volta dos trabalhadores para os escritórios terão de entrar em acordo, pois o modelo híbrido veio para ficar”, comentou.

Fonte: FCDL-MG (Com informações do Jornal Estado de Minas) 

 

Um em cada quatro donos de bar não consegue pagar salário em dia em Minas

 

Cerca de 26% dos donos de bares e restaurantes de Minas Gerais não estão conseguindo pagar o salário dos funcionários em dia, em meio à crise econômica e sanitária, segundo o levantamento mais recente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel). Em maio, o número chegava a 58%. Apesar da melhora, os dados da pesquisa revelam um cenário ainda distante da normalidade, mesmo com o início de uma recuperação após mais de um ano de prejuízos, na perspectiva de membros do setor.

“Nossa última pesquisa mostrou que 57% dos empresários ainda estavam operando em prejuízo no mês de junho. Melhorou, porque, em abril, eram 83%, o que mostra que, quanto mais a gente flexibiliza, melhor o setor se comporta. Mas a situação ainda está muito grave”, detalha o presidente do braço mineiro da Abrasel, Matheus Daniel. A associação ouviu 288 empresários, entre 2 e 15 de julho.

A empresária Maurilene Batista, 53, assumiu o Bar do Bolinha, que funciona há duas décadas no bairro Santa Tereza, na região Leste de BH, após o esposo falecer devido a problemas cardíacos, em fevereiro deste ano. Ela conta que, antes da pandemia, mantinha oito funcionários fixos, com carteira assinada, mas que, agora, trabalha apenas com três freelancers de final de semana, sem regime CLT, e mesmo assim o pagamento é apertado. “O preço das coisas nas gôndolas do mercado sobe semanalmente e não tem como repassarmos isso ao cliente, então trabalhamos no limite. Manter os funcionários pesa”, diz.

Com as contas desequilibradas, metade dos empresários desejam a prorrogação do Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda (BEm), do governo federal, que permite redução de jornada e salário dos trabalhadores, de acordo com o levantamento da Abrasel. A medida, assinada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no final de abril deste ano, segue, pelo menos, até o final de agosto. O levantamento também demonstra que 59% dos empresários pretendem contratar o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe).

Além da dificuldade em pagar os trabalhadores em dia, 68% dos entrevistados relatam que não conseguem pagar os credores e têm dívidas de contas de água, luz, aluguel e impostos, por exemplo.

Fonte: FCDL-MG (Com informações do jornal O Tempo).

 

Como evitar golpes na era dos meios de pagamentos digitais

Aproximadamente 16,7 milhões de brasileiros sofreram algum tipo de fraude financeira pela internet nos últimos 12 meses, segundo levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresa (Sebrae). A pesquisa divulgada no mês passado mostra que houve um importante aumento nas fraudes ocorridas pela internet no Brasil, com o crescimento das compras online.

“Para alguns, os golpes são dados basicamente em quem tem dinheiro. No entanto, golpes são dados em todas as faixas de renda e as vítimas podem ter saldo no banco ou não”, afirma advogado Francisco Gomes Júnior, especialista em Direito Digital e ex-presidente da Comissão de Ética Empresarial da Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo (OAB/SP). “Golpes no INSS obrigam, por exemplo, a Previdência Social a exigir a “prova de vida”, aponta.

Gomes listar alguns cuidados que os negócios e os cidadãos devem ter para evitar as tentativas de fraude nas redes sociais, aplicativos e ferramentas de pagamento, como PIX e WhatsApp Pay.

“Nunca abra mão das dicas mais comuns, como tomar cuidado ao acessar sites pouco conhecidos e não clicar em links duvidosos. E ao receber uma ligação de instituições bancárias pedindo dados, a pessoa deve desligar e retornar a ligação para a sua agência, a fim de confirmar se a ligação partiu realmente do banco onde é correntista”, alerta o advogado.

Confira as medidas essenciais para evitar os golpes cibernéticos:

Cuidados básicos

  • Não acessar sites desconhecidos ou clicar em links duvidosos. Na prática, não clique em nada sem checar a procedência;
  • Não forneça dados desnecessariamente;
  • Não enviar fotos de documentos;
  • Não acreditar em promoções com valores muito abaixo dos praticados no mercado;
  • Não transferir dinheiro aos contatos sem antes confirmar a procedência do pedido.
  • Não use senhas óbvias e não armazene essas senhas no celular ou computador. Seus equipamentos podem ser furtados, roubados ou invadidos e as senhas capturadas;
  • Nas redes sociais, a postagem de fotos de viagens, de veículos ou casas, etc. demonstram o padrão de vida e muitas vezes até o endereço. Jamais faça check in em sua própria residência, isso o torna localizável;
  • Nos aplicativos, além de utilizar a verificação em duas etapas para acesso, combine palavras chaves com seus contatos para comprovar a veracidade da mensagem.

Cartão de crédito

  • Na hora de pagar, utilize o cartão de crédito virtual, ou seja, aquele número de cartão que o banco emite virtualmente para uma única compra – hoje, serviço fornecido pela maior parte dos bancos.

PIX

  • Não faça cadastro de PIX por contato telefônico (bancos não fazem isso);
  • Não clique em links por WhatsApp, SMS ou e-mail de banco que supostamente direcionam para cadastro ou confirmação de PIX;
  • Mesmo quando for transferir para conhecidos, verifique se a pessoa não foi clonada.

“No ano passado, o PIX passou a ser uma das alternativas para transferência de dinheiro e pagamentos instantâneos, permitindo transações 24 horas por dia, inclusive em fins de semana e feriados. Obviamente, os golpistas passaram a mirar esse meio de pagamento eletrônico e a maioria das fraudes acontece por falha de vigilância”, adverte o advogado.

WhatsApp Pay
“O mais recente meio de transferências é o WhatsApp Pay, função do aplicativo onde se pode transferir dinheiro. A transferência é feita através do Facebook Pay e conta com a proteção de PIN, biometria e token. Mas como todo novo serviço, será objeto de armadilhas virtuais. Cuide-se com os cuidados de sempre”, ressalta o especialista em Direito Digital.

Portanto, é recomendável:

  • Não clicar em links desconhecidos (promoções e ofertas muito vantajosas);
  • Não repassar códigos recebidos por SMS;
  • Evitar fazer transações em redes públicas de internet;
  • Manter o WhatsApp sempre atualizado (última versão) e a verificação em duas etapas habilitada.

 Fonte: Varejo S.A.

 

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